Pular para o conteúdo principal

A gente corre, mas nem sempre chega a tempo, no entanto, a gente sempre chega – por Davi Geffson




Olá, vamos bater um papo bem legal? Aliás, entre mim e você serão Altos Papos. Hoje, ao seguir para o trabalho, vi uma jovem que corria ao perceber que o ônibus que iria para o seu destino já estava no ponto, mesmo tendo corrido bastante, isso não foi o suficiente para que chegasse a tempo de seguir nesta condução. A expressão da garota não foi de muita satisfação, afinal, correu, correu e não adiantou de nada. Mas será mesmo que não adiantou?

Será que aquilo que fazemos só faz sentido quando atingimos a positividade do que foi almejamos? Eu digo que não. Em plena segunda-feira, às 07h40min, esta garota já teve a oportunidade de se exercitar, olha que massa (risos), além disso, nenhum atraso deve comprometer os nossos bons sentimentos, atrasar faz parte, todos se atrasam, e na verdade, o importante não é chegar primeiro, mas sim, chegar.



Começar a encontrar as coisas positivas naquilo que parece ser negativo é o primeiro passo para que a frustração não acabe com os motivos que podem gerar felicidade. Nem sempre iremos ser o primeiro, no entanto, também não seremos o último. Nas lutas diárias todos nós estamos no meio termo, porque antes de nós sempre tem alguém, e depois, do mesmo modo. O atraso, pode representar livramento, pode ser a forma propícia para que o mal não te alcance, aceite esperar um pouquinho mais, é melhor chegar atrasado e bem, do que pontual com frustrações.

Então, sorria, alegre-se. Que besteira se você perdeu o ônibus, diga pra você mesmo: “Eu nem queria ir naquele mesmo”, outro virá, outro te conduzirá, porque sempre existe outro. Não se desespere, não permita que os contratempos alimentem angústias e sofrimentos, aprenda com a dificuldade, pois esta sabe muito bem como despertar em nós a força que existe, aquela força que só se revela no momento difícil. Você vale mais do que um projeto que deu errado, você é o projeto que já deu certo. A gente corre, mas nem sempre chega a tempo, no entanto, a gente sempre chega. Captou?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…