Pular para o conteúdo principal

A Função Educativa dos Pais – por Manoel Nascimento

Infelizmente tem-se convencionado que a responsabilidade dos pais para com seus filhos limita-se apenas à provisão de recursos materiais tais como: Alimentação, escola, roupa, lazer ou quaisquer outras coisas que estejam no universo das coisas materiais. No entanto, a responsabilidade dos pais é muito mais abrangente, pois tem a ver basicamente com a educação dos filhos. Surge então a pergunta: O que é educação dos filhos? Poderemos responder a esta pergunta fazendo algumas afirmações:

Primeira. Educação não é apenas a instrução intelectual da criança através de escolas. A educação inclui o encaminhamento dos filhos na maneira de encaixar os valores da vida e o reconhecimento de que os filhos são personalidades e como tal devem ser tratados. Neste aspecto os pais são as únicas pessoas responsáveis diante de Deus pela educação dos filhos. Nos dias de hoje, percebemos que esta tarefa tem sido delegada à Igreja ou à própria escola. No entanto, são os pais responsáveis à luz da Palavra de Deus. O Senhor diz: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt. 6:6-7). Na medida em que os pais chamarem a si esta responsabilidade, muitas dificuldades serão superadas.



Segunda. Educação dos filhos tem a ver com a consciência de que a relação mais importante que uma criança pode ter é exatamente com seus pais; vindo depois outras figuras como parentes, professores, conhecidos, etc. A relação com os pais é determinante porque são os pais o modelo significante, consequentemente, toda relação é marcante na vida dos filhos. Devemos, pois, como pais reconhecer esta enorme possibilidade de influenciar positivamente nossos filhos e com a graça de Deus fazer o máximo nesta área para o bem deles e acima de tudo para a glória de Deus.

Terceira. Educação dos filhos envolve o reconhecimento da individualidade de cada filho. Há muitos pais que, por falta de conhecimento desta realidade, perdem a bênção de desenvolver uma relação saudável com seus filhos. O reconhecimento da individualidade de cada filho vai resultar em vantagens para ambos; para pais e filhos. Em primeiro lugar, porque os pais vão servir como instrumentos nas mãos de Deus para ajudar na liberação das potencialidades dos seus filhos dentro de suas tendências, temperamentos, aptidões e aspirações. Em segundo lugar, para os filhos porque eles não serão o resultado das frustrações dos seus pais. Existem pais que procuram viver nos filhos aquilo que eles não conseguiram realizar. Daí sobrecarregam de tal maneira emocionalmente os filhos, que eles se sentem esmagados, quando não se tornam desorientados. Muitos problemas que os filhos não são propriamente deles; são dos seus pais projetados neles!

As formas de manifestação da educação
Existem basicamente duas formas:
A primeira forma é a educação verbal. Nesta forma de valores significa que os pais têm um conjunto de valores para serem transmitidos aos filhos. Valores que apontam para Deus, tais como: Amor, respeito, honestidade, fidelidade, confiança; e naturalmente valores que apontam para si mesmo e para o seu semelhante, o seu próximo. Foi exatamente por esta razão que o Senhor Jesus ensinou: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. E o segundo semelhante a este é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’” (Mt. 22:37-39). Pela educação verbal, os pais encaminham os filhos a estas dimensões básicas da vida: Deus, você e o próximo.

A segunda forma é a educação não verbal. Nesta forma, os pais ensinam pela influência, isto é, pelo que eles refletem, pelo seu caráter, pelo seu viver. Muitos conflitos são gerados exatamente aqui; porque muitos pais padronizam um tipo de comportamento para os filhos, em que eles mesmos não estão vivendo. Vamos ficar com estes dois referenciais: O que é a educação e as formas em que ela se manifesta. Não apenas este conhecimento intelectual, mas, e acima de tudo, a busca da presença de Deus para nos fortalecer, a fim de que esta função venha a ser desempenhada de tal maneira a trazer glória ao nome do Senhor Jesus Cristo.


Manoel Nascimento é pastor e psicólogo. Este texto faz parte do livro ‘A família no plano de Deus’, publicado em Caruaru-PE em 1993.

Comentários


Postagens mais visitadas deste blog

Casa dos Pobres São Francisco de Assis precisa de ajuda

Com a pandemia do novo coronavírus, a Casa dos Pobres São Francisco de Assis, em Caruaru-PE, precisa de ajuda. A Casa, que atende a 77 idosos, está seguindo as recomendações das autoridades sobre a contaminação do vírus. Além da preocupação com a doença, já que todos os moradores do lugar fazem parte do grupo de risco, existe outra preocupação: a dos recursos financeiros para manter os trabalhos. A instituição é privada e sobrevive de doações, mas sem a renda do estacionamento que funciona no local, as receitas da Casa têm diminuído. O estacionamento está fechado ao público desde a sexta-feira (20), de acordo com a orientação de evitar aglomerações e com o objetivo de garantir a segurança e o bem-estar dos moradores. Entre os itens que a entidade mais necessita no momento, estão as fraldas descartáveis geriátricas. A Casa contabiliza o uso mensal de mais de 5 mil fraldas. O leite é outra necessidade dos moradores, que têm uma dieta em conformidade com a faixa etária.

Artigo | Covid-19 e os rumos da educação brasileira - por Mário Disnard

Acredito que a experiência de 2020 será um marco decisivo na educação, visto que a pandemia do Covid-19 nos apresenta, mais do que nunca, a necessidade de repensar o papel social da educação para além do processo de escolarização. No Brasil medidas emergenciais foram tomadas para garantir o processo educativo, entre elas, o trabalho educacional remoto. No entanto, diante de tantos imprevistos, gestores, professores, estudantes e famílias encontraram-se num momento de muita pressão, com várias dúvidas e incertezas. Diante da atual situação, os limites impostos têm nos apresentado possibilidades inegáveis de transformação, o que nos remete a uma série de questionamentos: há efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O que este período nos informa a respeito de nossos estudantes e de suas famílias com relação as nossas práticas como educadores?   O que faz sentido manter e o que mudar? É possível repensar o papel da escola e da sociedade na formação das novas

Baixe aqui o livro - Passos para o Reavivamento Pessoal

Clique aqui para baixar a versão PDF.