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Historiador declara: "Caruaru não quer ficar apenas no passado"

"Não queremos ficar apenas no tempo pretérito, dizendo que tínhamos certos eventos e festas que hoje não acontecem mais". Com essas palavras, o historiador e museólogo Walmiré Dimeron sintetiza a necessidade de preservação da memória do município de Caruaru. 


Ele ainda destacou que Caruaru possui uma vocação cultural que o distingue de outros municípios. Ele citou elementos como o Alto do Moura e a existência de ícones do jornalismo e da literatura, a exemplo de Nelson Barbalho, Álvaro Lins e os irmãos Condé.

Porém, Dimeron lamentou a falta de valorização de equipamentos como a Biblioteca Municipal, que tem mais de 100 anos e ainda carece de uma sede. O historiador ainda criticou a mudança no formato de festas tradicionais de Caruaru. "Copiar festas prontas em um formato que só interessa a pouos é um desserviço. É preciso aproveitar esse cabedal para o turismo", pontuou. 

Festa do Comércio

Walmiré também recontou um pouco da história da Festa do Comércio, desde os anos 30 até a década de 1990. Ele ainda salientou a mostra sobre a festa, que está no Polo Caruaru. A exposição conta com elementos como o Papai Noel da Casa das Bicicletas, a Maçã do amor, a roda gigante e a Monga. "Nós temos a obrigação de valorizar e permitir que as novas gerações no mínimo tenham acesso a essas informações", expressou Walmiré Dimeron.

A entrevista foi concedida no programa No Foco da Notícia, apresentado pelo Delegado Lessa e pela jornalista Cláudia Guimarães no Caruaru no Face. Confira a íntegra do programa:




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