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Primeira-dama dos cristãos - Por Mylena Macêdo

Durante o período de campanha eleitoral 2018 no Brasil, dificilmente percebeu-se a imagem de Michelle de Paula Bolsonaro ao lado de seu marido e presidente eleito com aproximadamente 56% dos votos, no dia 28 de outubro, Jair Messias Bolsonaro.

Jair Messias Bolsonaro, presidente eleito, e sua esposa Michelle de Paula Bolsonaro / Foto: divulgação
Uma vez preservada durante os últimos meses, a identidade da futura primeira-dama passou a ser exposta minutos depois do resultado da eleição, durante o discurso de Bolsonaro, quando ele, em rede nacional e internacional, agradeceu o apoio de sua esposa afirmando que sem ela não conseguiria chegar até o objetivo final: a vitória.

A primeira entrevista de Michelle de Paula foi concedida para a TV Record. Com aparente timidez, ela revelou fatos até então desconhecidos pela população brasileira sobre ela, como também sobre seu relacionamento com o presidente eleito. Durante a entrevista, ela falou sobre seu amor com a comunidade surda, inclusive deixou um recado para eles, em Libras - Língua Brasileira de Sinais-, afirmando que irá lutar por seus direitos.

A brasiliense será a primeira mulher declarada evangélica a ser primeira-dama. Outro assunto que chamou a atenção dos brasileiros cristãos foi "missões". Em seu depoimento na TV Record, ela disse que pretende visitar o sertão brasileiro para fazer missões e que já pisou em solo ribeirinho há alguns anos com o mesmo objetivo, o de levar alimento para o corpo e para a alma das pessoas que ainda não conhece Jesus Cristo. Michelle de Paula frequenta a Igreja Batista no Rio de Janeiro e disse que sua dedicação à obra missionária é fruto dos ensinamentos de sua mãe, também cristã.

A igreja brasileira, no âmbito geral, tem trabalhado na obra missionária. Desde o período da colonização, no século XVI, que cristãos protestantes de várias partes do mundo vieram para o Brasil. O número de evangélicos no país só cresce. De acordo com dados do Censo 2010 sobre religião, os evangélicos já são mais de 22% dos cristãos brasileiros, quando em 1970 os católicos somavam 91,8%, o Censo contabilizou que o número caiu para 64,6%.

A representatividade cristã refletida na vida de Michelle de Paula Bolsonaro é positiva. É certo que ela não tem a obrigação, como primeira-dama e perante a lei, de garantir benefícios específicos para os cristãos ou para os surdos e portadores de alguma deficiência, tampouco para ninguém. No entanto, o fato dela declarar que é evangélica e que deseja trabalhar em prol das comunidades acima citadas, é uma novidade e promove expectativas para quem compactua com suas ideias.

Mylena Macêdo é estudante de jornalismo

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