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O vice, as vaias e a (indi)gestão municipal

Nem Fernando Holiday, Kim Kataguiri, nem Artur do Mamãe Falei. Quem chamou a atenção no evento realizado em Caruaru na noite da quinta-feira 25 foi o vice-prefeito do município, Rodrigo Pinheiro (PSDB). Enquanto discursava, em frente ao comitê do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), ele recebeu uma vaia do público.



Ao longo de sua trajetória política, o vice não é muito dado a falas nem aparições públicas, mas recentemente declarou voto em Bolsonaro, ao contrário da gestora municipal, que mantém-se em silêncio quanto a este assunto.


Vídeo reproduzido da internet.:


Uma leitura mais aprofundada da situação pode apontar que as vaias não foram, necessariamente, para a pessoa do vice-prefeito. O que parece é que, na realidade, as vaias foram para aquilo que ele estava representando naquele momento: o poder executivo municipal. Desde quando assumiu, a atual gestão tem sido marcada por ações pífias, e também por movimentações que vão de encontro à família e aos valores da maioria da população. Assim sendo, a condução do governo no município tem sido classificada como "indigesta" para grande parte dos caruaruenses, inclusive uma parcela significativa que está arrependida de ter votado na atual gestora.




Para se ter uma ideia, existe uma opressão para com os cidadãos que desejam trabalhar de maneira autônoma. Loteiros, mototaxistas e ambulantes são vítimas de constantes perseguições por parte do poder público no município, sendo desrespeitados no sacrossanto direito de conseguir o pão de cada dia dignamente. Esta forma de agir da atual gestão está na contramão da guinada à direita que o Brasil vem percebendo, a qual valoriza a livre iniciativa e deseja menos interferência do Estado nestas questões.

A segurança pública também está deixando a desejar no município, tendo em vista que faltam ações de infraestrutura, como iluminação pública e ambientes de convivência, que podem ajudar a diminuir a criminalidade.  

A gestão tucana também mostrou a que veio na realização da Feira Nacional do Livro do Agreste (Fenagreste), em agosto deste ano. Em parceria com o Governo do Estado – que havia patrocinado uma série vilipêndios à fé cristã no Festival de Inverno de Garanhuns –, a Prefeitura promoveu ideologia de gênero em quase toda a programação. Debates sobre vivências dos novos modelos familiares e lançamento de um tal de Direito Homoafetivo marcaram a Fenagreste, cujo público-alvo principal são as crianças e os adolescentes das redes pública e privada da cidade.

Anteriormente, durante o São João, a Prefeitura patrocinou a realização de beijaços e outros atos públicos, bem como financiou toda uma identidade visual voltada para disseminar a ideologia de gênero no município. Antes disso, ainda, o poder executivo havia enviado à Câmara o projeto de criação de um Conselho LGBTI, com objetivos pouco claros, cuja implementação foi barrada devido à pressão popular. Dessa forma, o PSDB em Caruaru mostrou que não passa de um PT “que tomou banho”, mas que comunga e compactua das mesmas obras nefastas capitaneadas pelo Partido das Trevas em âmbito nacional.


Atual gestora durante reunião com religiosos na campanha de 2016.

No que diz respeito a esse assunto, convém lembrar que na manhã do dia 18 de outubro de 2016, ainda na condição de candidata, a atual gestora se reuniu com líderes religiosos no WA Hotel, para pedir apoio no segundo turno das eleições municipais. Um dos temas mais recorrentes no encontro foi a denominada ‘ideologia de gênero’. Na ocasião, a então candidata afirmou desconhecer amiúde essa ideologia, mas deixou claro que pretendia fazer um governo sem discriminação, respeitando os mais diversos segmentos sociais e zelando por um serviço público de qualidade. “A Prefeitura precisa estar de braços abertos, buscando uma nova realidade para Caruaru, enfrentando a questão da violência, trabalhando com as igrejas, apoiando a família e permitindo que a gente alcance outro patamar de tranquilidade em nossa cidade”, disse a então postulante.

Não é preciso ser nenhum “Einstein” para saber que, assim como foi em 2016, certamente a atual gestão brevemente procurará os setores mais conservadores da sociedade de Caruaru. É preciso, portanto, que a Igreja não se esqueça que as promessas feitas há dois anos não passaram de ilusão. É preciso que os ecos das vaias dadas à atual gestão no dia 25 se metamorfoseiem em ações, em um sonoro “NÃO” a quem deseja desconstruir os pilares da nossa sociedade, e na escolha de líderes que realmente tenham compromisso com os valores da família e da verdadeira justiça social.

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