Pular para o conteúdo principal

Mostra exibirá fotografias vencedoras do Prêmio Expocom

“Fotojornalismo é uma forma da qual podemos analisar, mostrar e até mesmo denunciar situações corriqueiras do dia a dia”. É assim que o estudante de Jornalismo Matheus Antunes define o poder do fotojornalismo para a sociedade. Ele é um dos ganhadores do Prêmio Expocom, recebido pelo Centro Universitário Asces-Unita, na modalidade ‘Produção em Fotojornalismo’. A premiação ocorreu no sábado 07, na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro-BA, integrando a programação do XX Congresso de Ciências da Comunicação na Regional Nordeste. “A partir do fotojornalismo, podemos protestar por nossos direitos e pelo direito de outras pessoas. Aí se encontra o amor por esta área”, complementa Anthunes.

As fotografias vencedoras ainda são inéditas para o grande público, pois o que se pretende é exibi-las na terceira edição da mostra Novos Olhares, que deverá ocorrer a partir da segunda quinzena de setembro em Caruaru. Antes disso, as fotos concorrerão a premiação no Expocom nacional, previsto para ocorrer em Joinville-SC, no início do mês de setembro.

O professor Diogenes Barbosa, orientador do trabalho, destaca que o diferencial da obra é a visão crítica para com a realidade. “Em termos pedagógicos, deixamos clara a necessidade de fazer com que o aluno compreenda a ida a uma atividade prática sob uma perspectiva reflexiva, que a fotografia não seja somente pelo melhor ângulo, pelo melhor enquadramento, pela melhor composição, mas que seja feito um movimento de provocar o público a pensar sobre as imagens”, pontuou Diogenes.

Vale salientar que o trabalho foi realizado no Quilombo de Castainho em Garanhuns. O objetivo dos estudantes foi retratar aspectos de superação de adversidades presentes naquela comunidade tradicional.

Os frutos dessa experiência já são percebidos, tanto pelo corpo docente quanto pelos discentes. “Foi um trabalho em conjunto (professor e alunos) com vários obstáculos, mas que para a turma significou muito”, revela a estudante Laís Milena.

Alunos representarão Caruaru em Joinville-SC no mês de setembro.
Foto: Divulgação
Ela ainda destaca a participação da equipe no Intercom. “Foi a primeira experiência em um grande evento da comunicação, e conviver com representantes de faculdades de todo o Nordeste engrandeceu nosso aprendizado”, pontua a aluna.

“Quero destacar a força que o nosso jovem curso já possui. Concorremos com três universidades federais. E vencemos. Teremos a honra de representar Caruaru e o Nordeste, lá em Joinville”, explana Matheus Antunes.

Além deles, a equipe vencedora teve como integrantes os alunos Pedro Hierro, Giovanna Santos,  Natália Rarine e Iale Figueira. A coordenadora do curso de Jornalismo da Asces-Unita é Christiane Bôa Viagem.


Saiba mais:



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…