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Filme Jesus Também Foi Menino é premiado no IV Cine Jardim

Caruaru está entre os premiados do IV Cine Jardim – Festival de Cinema de Belo Jardim –, que ocorreu entre os dias 14 e 26. O filme Jesus Também foi Menino, dirigido por Edvaldo Santos e Jô Albuquerque, ficou em terceiro lugar na categoria Prêmio Cleto Mergulhão. O segundo lugar, na categoria, foi de Ventre Morto (David Henrique) e o primeiro, Por Amor à Arte (Heleno Florentino).

Através das redes sociais, Edvaldo expressou gratidão e alegria por causa do reconhecimento. "Foi o resultado de uma sinergia de muitos amigos. Agradecemos a Jô Albuquerque, que fez o roteiro e dividiu a direção comigo, Rafael Amancio como ator principal, Mariana Granja, Jucineide Santos, Chiquinho Assis, Helder Araujo, Edmundo Rodrigues, Rejane Queiroz, Miqueas, Philipi e tantos outros que nos deram o apoio nas madrugadas frias de Caruaru. Agradecemos aos curadores e a Leo Tabosa, organizador, por abrir espaços importantes para o cinema brasileiro", postou. Com trilha sonora de Fábio Duarte e participação dos atores Rafael Amancio, Edmundo Rodrigues e Helder Araújo, o filme Jesus Também foi Menino apresenta um caráter de crítica social, estimulando o espectador a refletir acerca do enredo.

Realizado pelo Instituto Conceição Moura e da Pontilhado Cinematográfico, o IV Cine Jardim ainda promoveu a realização de seis oficinas gratuitas para crianças e jovens sobre produção cinematográfica e a exibição de 81 filmes, entre curtas e longas-metragens.

Clique aqui e assista ao trailer de Jesus Também foi Menino.


Confira a Premiação Completa

LONGA-METRAGEM

MELHOR IMAGEM: Para FERNANDO LOCKETT, fotógrafo, e RENATA PINHEIRO, diretora de arte, pelo filme AÇÚCAR, de Renata Pinheiro.

MELHOR LONGA METRAGEM: Por conseguir fazer cinema com tão pouco, por escutar e dar a ver vidas e situações precárias e reveladoras de um cotidiano de semi-escravidão de trabalhadores que ainda perdura em pleno século 21 no Brasil, o prêmio de melhor longa-metragem vai para o filme MODO DE PRODUÇÃO, de Dea Ferraz.

MELHOR DIREÇÃO: Pela coragem da pesquisa e do confronto direto com temas extremamente cruéis e relevantes enraizados na história do nosso país – a tortura e a ditadura militar -, permitindo que estes se mantenham vivos, por meio do cinema, a ensinar às novas gerações que não devem jamais repeti-los, o prêmio de melhor direção vai para HENRIQUE DANTAS, de A NOITE ESCURA DA ALMA.

MELHOR CONCEPÇÃO DE SOM: Para Marcos Salazar e Marcelo Tupo, editores do som do filme KINOPOÉTICAS INARMÔNICAS.

MELHOR ATUAÇÃO: Pela força inimaginável, pela lealdade e amor ao outro e ao lugar onde se vive, o prêmio de melhor atuação vai para os militantes presos e torturados políticos da Ditadura Militar no Brasil, personagens do filme A NOITE ESCURA DA ALMA, que entregaram suas mentes e corpos na luta engajada pela liberdade.

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Pelo olhar poético lançado aos povos e ao território da América Latina, assim como à sua integração, por meio de uma narrativa experimental conduzida por sonoridades ameríndias, o Prêmio Especial do Júri vai para o filme KINOPOÉTICAS INARMÔNICAS, de Pedro Dantas.

MELHOR TRILHA SONORA: Para Chico Pedro, Grupo La Revuelta, Martín Mirol e Orquestra Típica de Guapos, e Atahualpa Yupanqui, autores da trilha sonora do filme KINOPOÉTICAS INARMÔNICAS.

MELHOR MONTAGEM: Para Pedro Dantas, montador do filme KINOPOÉTICAS INARMÔNICAS.

CURTA-METRAGEM

MELHOR ATUAÇÃO: Roberta Coppola, pela atuação no filme Vaca Profana.

MELHOR CURTA-METRAGEM: Tentei, de Lais Melo.

MELHOR DIREÇÃO: Nathália Tereza pela direção do filme De tanto olhar o céu gastei meus olhos.

MELHOR CONCEPÇÃO DE SOM: Filme-Catástrofe, de Gustavo Vinagre.

MELHOR MONTAGEM: Flecha Dourada, de Cintia Bittar.

MELHOR IMAGEM: El niño y la noche, de Claudia Ruiz.

PRÊMIO JÚRI JOVEM: Vaca Profana, de René Guerra.

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Por revelar um país periférico e de resistência, por meio de uma mulher forte e inspiradora, em um retrato esperançoso e síntese da linha curatorial que pretendeu abrir as veias da América Latina, o prêmio vai para Real Conquista, de Fabiana Assis.

PRÊMIO ELO COMPANY: Tentei, de Laís Melo

PRÊMIO CIARIO: Tentei, de Laís Melo


VOTO POPULAR

MELHOR LONGA-METRAGEM PELO VOTO POPULAR: A Noite Escura da Alma, de Henrique Dantas.

MELHOR CURTA-METRAGEM PELO VOTO POPULAR: Edney, de João Cintra

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