Pular para o conteúdo principal

Caruaru: uma cidade de adoradores


Que Caruaru é detentora do codinome de ‘Capital do Forró’ não é novidade nenhuma. Entretanto, o que parece é que esse título poderá perder espaço para o epíteto de ‘Capital do Louvor’. Isso porque a chamada música gospel está em evidência no município. São inúmeros cantores, compositores e bandas adeptas a esse segmento, que tem formado grandes nomes no cenário religioso. Conheça, nesta matéria, uma parcela deles.

Família de Marquinhos do Valle também possui vocação missionária.
Foto: Divulgação


Entre os cantores com uma bagagem histórica de produção musical na cidade, o nome de Marquinhos do Valle é uma referência, sendo conhecido até mesmo por um público que não é costumeiramente consumidor de canções evangélicas. Ele contabiliza mais de cem composições, em ritmos que transitam do forró tradicional ao pop music, passando pelos mais variados estilos musicais. Para ele, a melodia é um caminho de expressão de ideias e anseios. Os acordes se unem à letra, formando um todo reflexivo. De acordo com Marquinhos, os versos, as melodias e os arranjos surgem espontaneamente. “Eu considero esse meu dom como um presente de Deus”, salienta.

Ele costuma se apresentar ladeado da esposa, Edvania, e das filhas, Mayara e Mayana. As duas podem ser consideradas uma extensão do talento do pai. Para se ter uma ideia, Mayara toca contrabaixo, violão e bateria. Além disso, ela também compõe músicas. A primeira letra que escreveu foi aos 7 anos de idade. O timbre vocal de Renata Mayara é o contralto, caracterizado por ser vigoroso. Já a voz de Mayana Raquel é um soprano, isto é, o mais agudo dos registros femininos.

O cantor Erasmo Miguel também é uma referência, conhecido por ser um ‘forrozeiro gospel’. Inclusive, ele já gravou canções de grande conhecimento no ambiente religioso, e até mesmo músicas católicas, como ‘Oração pela Família’ e ‘Utopia’, de autoria do Padre Zezinho. “O meu desejo, assim como o dos outros cantores, é de levar uma mensagem de paz e de esperança para as pessoas, através da música. Fazer algo dessa natureza é uma honra”, relata Miguel, opinando que acredita que o evento ficará marcado na história da cidade.

Já o cantor Dhiego Nunes é um destaque da nova prole de cantores gospel. Ele gravou CDs como ‘Agindo Deus quem impedirá’ (2010) e ‘Teu perdão’ (2011) e chegou a se apresentar em diversos eventos, inclusive no palco gospel do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Além de cantor, Dhiego é também compositor. Músicas como ‘Amo Você’, ‘Meu clamor’ e ‘Minha canção’ figuram entre as mais ouvidas nas rádios evangélicas da cidade. “Sou um adorador que vive experiências radicais e que ama a Deus acima de todas as coisas”, define-se.

Além destes, evidentemente, há uma grande quantidade de cantores que atuam nas igrejas locais, distantes da mídia, mas avançando no talento a eles confiado por Deus. E, ainda, há os que adoram ao Senhor, contudo não estão inseridos no ambiente musical.

O pastor Samuel Couto explica que adorar a Deus não é um estilo de música, mas um estilo de vida cuja decisão brota do íntimo da alma de cada pessoa. “Adoração é uma resposta dada ao constante amor de Deus por nós. Esse amor deve ser incondicional, tal como foi o amor de Abraão para com Deus, dispondo-se entregar, em um sacrifício, o seu próprio filho. Foi, assim, da mesma forma e com a mesma intensidade de amor para conosco, que Deus deu ao seu próprio Filho para nos substituir no holocausto da cruz”, conclui.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A intolerância dos tolerantes e os confetes carnavalescos - por Amanda Rocha

A quarta-feira passou, mas as cinzas do carnaval deixaram um imensurável prejuízo, não apenas econômico graças aos diversos dias de inatividade industrial e comercial, não somente pelas grandes cifras de dinheiro público usado para distrair a população embalada por ritmos dançantes e letras chicletes ou pornográficas, enquanto hospitais e escolas funcionam em deploráveis condições. Contudo, diria mais, não unicamente pelo elevado índice de acidentes e mortes nas péssimas estradas. Pensando bem, qual o intuito em citar o elevado número de contágio de doenças sexualmente transmissíveis em relações desprotegidas durante esse período? De igual modo não se faz necessário referenciar a elevada despesa que o Sistema Único de Saúde terá por consequência do carnaval; tão pouco se faz cogente contabilizar o número de criminalidade que se eleva nesse período – assaltos, homicídios, latrocínios, tráfico; os casos de divórcios, de gravidez indesejada - que em parte culminará em abortos realizados …

Regime Militar e Movimentos Sociais, quem é o mocinho e quem é o vilão? - por Amanda Rocha

Desde a década de 70 o Brasil tem-se acrescido em números de movimentos sociais e sindicatos, suas origens datam em anos anteriores, mas sua efervescência dá-se no período de Regime Militar. Eivados da necessidade de luta de classes, esses movimentos disseminam que nasceram para combater o regime ditatorial vigente nas décadas de 60 e 70 no país, mas disfarçam o cerne de suas bases ideológicas, cuja finalidade é a imposição da ditadura do proletariado. Nascida na mente insana e nefasta de Karl Marx, essas utópicas soluções para o fim das desigualdades sociais e econômicas concretizaram-se em diversos países, e por onde passaram promoveram unicamente a igualdade da miséria. Dentre as tantas falácias que divulgam, mentem sobre a ordem dos fatos, uma vez que os movimentos não surgiram com o intuito de lutar pela democracia e findar o Regime Militar, há nessa afirmativa uma completa inversão, visto que o Regime Militar foi conclamado pela população e aprovado pelo Congresso, nessa época, …

Se o sol não brilhar, aproveite a sombra do dia nublado - por Davi Geffson

Já percebeu o quanto costumamos a reclamar? Se faz sol a gente reclama, se chove reclamamos do mesmo modo, na verdade, somos serescom anseios e desejos, mas precisamos entender que nada gira em torno de nós. É um conjunto, são vários humanos com os seus devaneios de “ser”. Achar que tudo gira em torno de nós, e por isso, deve ser do nosso jeito, é o mesmo que caminhar em uma esteira, você perderá peso, irá suar, vai se cansar, entretanto, continuará no mesmo lugar.


Tudo pode ser mais simples se ao invés de reclamarmos, impulsionarmos o sentido do “procure o que há de melhor”, em tudo iremos encontrar o lado positivo e o negativo, se assim não fosse, que chato seria. Não queremos nem muito, nem pouco, queremos balanceado, com equilíbrio, isso é o que mescla a nossa vida. Uma comida com muito sal é péssima, com pouco também, agora quando se coloca a quantidade ideal, huuuum, que delícia. Assim é a vida, nem tanto, nem pouco, mas o suficiente.
Diariamente, Deus nos concede o dia que nos fa…