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A Suprema Importância da Família – por Manoel Nascimento

Quando paramos para refletir a respeito da suprema importância da família, um grande senso de responsabilidade domina de uma forma profunda o nosso ser, toda a nossa personalidade; pois existem pelo menos três áreas em que a suprema importância da família se manifesta:

Em primeiro lugar, a suprema importância da família se manifesta em relação ao indivíduo, à pessoa. Todo ser humano precisa de um ponto de referência que lhe sirva, ao mesmo tempo de apoio, de diretriz, de norte, de bússola. Assim sendo, a família como círculo relacional mais significativo para o indivíduo, torna-se esse ponto de referência. É a família que deve oferecer ao indivíduo a confiança básica, isto é, uma preparação preliminar, com a qual ele enfrentará todos os problemas e dificuldades da vida. É portanto no contexto da família onde o indivíduo, em condições normais, forma as atitudes básicas que determinarão seu modo de conduzir-se diante da realidade social, diante de si mesmo e diante dos valores espirituais que transcendem à própria existência humana. Eis a razão porque a Palavra de Deus preceitua: “Instrui o menino (o indivíduo) no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele" (Prov. 22:6). Esta instrução tem a ver com as atitudes sadias que são formadas no ambiente familiar e que se projetam para toda a existência da pessoa.



Em segundo lugar, a suprema importância da família se manifesta em relação à sociedade. A sociedade humana somos todos nós, com valores, cultura e instituições. A sociedade humana para poder existir requer certo grau de organização, pois sem ordem a sociedade humana se transforma num caos insuportável, onde prevalece a anarquia e o desrespeito. De todas as instituições humanas responsáveis pela organização da sociedade, nenhuma é mais importante do que a família. A suprema importância está relacionada com a sua origem, a família nasceu do coração de Deus, foi Ele Quem afirmou: “Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gn. 2:18). Pela sua suprema importância, é a família a responsável pelo processo de socialização do ser humano. É ela que prepara o homem para todos os tipos de inter-relação significativa no contexto social. É a família a responsável pela preservação dos valores sociais, morais e espirituais, que orientam, forma e dão um sentido de vida às pessoas. Na medida em que a família perde a sua identidade, os reflexos deteriorativos, enfermiços são evidenciados na sociedade humana de modo geral.

Em terceiro lugar, a suprema importância da família se manifesta em relação a própria igreja do Senhor Jesus Cristo. Através dos ensinos da Bíblia Sagrada, compreendemos que a família é uma instituição profunda e essencialmente bíblica. Inúmeras passagens bíblicas abordam esta realidade, por exemplo a Bíblia afirma: “Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja. Todavia também vós, cada um de per si, assim ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher respeite (reverencie) a seu marido” (Ef 5:31-32). O valor que a Bíblia delega à família é tão sublime que o apóstolo Paulo afirmou: “Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior do que um incrédulo” (I Tim 5:8). Há uma relação muito íntima entre família e igreja. Os problemas da família afetam a igreja, e a verdade mais contundente é que uma igreja não pode ser forte se as famílias que a compõem são fracas e desajustadas, moral, emocional e espiritualmente.

É de fundamental urgência que tenhamos nossos olhos abertos para a suprema importância da família em relação ao indivíduo, a sociedade e à própria igreja do Senhor Jesus Cristo. Com nossos olhos abertos para esta realidade, trabalhemos, façamos nossa parte; a fim de que a família seja para nós aqui na terra o que ela já é para Deus, uma instituição divina de suprema importância.

Manoel Nascimento é pastor e psicólogo. Este é um trecho do livro ‘A família no plano de Deus’, publicado em Caruaru-PE em 1993

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