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Artigo - 50 anos da morte de Martin Luther King - por Erick Lessa

Martin Luther King Jr, nasceu aos 15 de janeiro de 1929 e, após 63 anos de muito luta contra o preconceito racial, foi assassinado aos 4 de abril de 1968, após sofrer um tiro no peito, no estado do Tennessee, em Menphis. No próximo dia 4, completa 50 anos da morte dele, que foi um dos maiores líderes do movimento negro da história dos Estados Unidos da América.


Martin era doutor em teologia e pastor protestante, portanto muito envolvido nas questões religiosas, mas acima de tudo, um enfático defensor da igualdade dos direitos entre brancos e negros. Em um dos seus célebres discursos, no dia 28 de agosto de 1963, nas escadarias do memorial a Lincoln, Martin Luther King disse, entre tantas outras lições, que tinha um sonho: “que seus quatro filhos pudessem um dia viver numa nação onde não fossem julgados pela cor da pele, mas sim pelo seu caráter”. Esse discurso, considerado um dos mais importantes atos contra o racismo da história, foi prestigiado por mais de 250 mil pessoas, de todas as partes dos EUA para pedir a liberdade e o fim da segregação racial, naquele país.



E o resultado prático dessa e de tantas outras ações contra o racismo foi a aprovação pelo governo federal americano, em 1964 da Lei dos Direitos Civis, que pôs fim às normas que legalizavam o preconceito racial, em vários estados americanos, com regras como: separação nas salas de aula e no transporte público, entre brancos e negros; além de teste de analfabetismo para negros, para possibilitar a eles terem direito ao voto.



O líder negro cristão entrou para história como profundo defensor da igualdade entre pessoas, além da própria dignidade da pessoa humana, princípio fundamental inclusive previsto na Constituição do Brasil de 1988, demonstrando a influência das suas ideias e bandeiras, em todo mundo até os dias atuais. 



Seu legado está imortalizado na história e deixa inúmeros pensamentos que inspiram líderes religiosos e sérios por todo o mundo. Trarei aqui apenas algumas frases que nos movem a continuar lutando por direitos melhores para todos nós: “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito.”; “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.



Por fim, do seu último discurso, cheio de muito ensinamento, pois está imerso na mais bela mensagem do evangelho de Cristo, que trazemos para reflexão, nessa primeira segunda feira, após o domingo de páscoa. Disse Luther King: “Se eu puder ajudar alguém a seguir adiante, alegrar alguém com uma canção, mostrar o caminho certo, cumprir meu dever com cristão que é divulgar a mensagem que Cristo deixou, então minha vida não terá sido em vão”. 



Erick Lessa é delegado.

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